16h06 25/11/2015
Kappa teria pagado propina a político catalão quando patrocinava o Barcelona

Patrocinadora do Barcelona no início dos anos 90, a marca italiana Kappa pode ter feito parte de um esquema de corrupção política na Catalunha. Segundo o jornal El Confidencial, a marca italiana teria pagado ao filho de um importante político local o equivalente a 390 mil euros (R$ 1,5 milhão), valor provavelmente referente a uma comissão ilegal.

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A Kappa, por meio de sua filial espanhola, assumiu o patrocínio do Barcelona na temporada 1992-1993 (logo após o primeiro título do time na Liga dos Campeões) e seguiu vestindo a equipe até 1995. Três meses após o início da parceria, em dezembro de 92, a marca teria feito um primeiro pagamento de 180 mil euros. Meses depois, em maio de 93, um segundo de 210 mil euros.

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Foto: Reprodução

Segundo o jornal, a polícia espanhola já teria conseguido identificar que as transferências saíram de uma conta controlada por um dos donos da Kappa na Espanha, Joan Baró Gannau, e foram feitos na conta de Jordi Pujol Ferrusola, filho de Jordi Pujol, o ex-presidente da Generalitat de Cataluña, ou seja, o principal responsável pelo governo da Comunidad Autônoma de Cataluña.

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O envolvimento da Kappa é apenas uma parte da investigação sobre o enriquecimento da família ao longo de três décadas. Especialistas em delitos econômicos acreditam que os valores façam parte de uma série de comissões ilegais cobradas pelos Pujol por intermediar negócios particulares, influenciar concorrências públicas e arrancar favores urbanísticos de diferentes instituições.

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No caso da relação Kappa-Barcelona, a especulação é de que a empresa tenha sido obrigada a pagar essa comissão para contar com o apoio de Pujol para ser escolhida como patrocinadora do clube. Tanto o político quanto o empresário Joan Baró Gannau, no entanto, negam ter feito qualquer negócio e até terem se conhecido no passado. 





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